terça-feira, 23 de setembro de 2014

O grande amigo do ex-governador Antonio Brito: MAURICIO DAL AGNOL, foi preso, entre outros motivos, porque já teria sacada mais de R$ 99 milhões de 400 contas bancárias diferentes...

Dal Agnol entrando no camburão da Polícia Federal... 

O grande amigo e parceiro do ex-governador ANTONIO BRITO, conseguiu sacar uma fortuna porque a Justiça apenas bloqueou pouco mais de R$ 2 milhões "pertencentes" a ele e que seriam usados para garantir pagamento de sua fiança e a da sua mulher, MÁRCIA FÁTIMA DAL AGNOL. Uma parente dele sacou R$ 1,7 milhão. Todos serão convocados a depor na POLÍCIA FEDERAL e explicar o que fariam com o dinheiro. Outro motivo alegado para a prisão é que DAL AGNOL estava planejando fugir do país. Esta informação é do chefe da Delegacia da Polícia Federal de Passo Fundo, delegado MAURO VINÍCIUS SOARES DE MORAES. - Recebemos a informação de que ele tinha arrumada uma mala cheia de dinheiro e pedimos prisão imediata dele, concedida pela juíza - diz o delegado MAURO VINÍCIUS. O pedido foi corroborado pelos promotores de Justiça, ÁLVARO POGLIA, MARCELO PIRES e JÚLIO BALLARDIN. - A soma de todos esses fatos nos levou a pedir e conseguir a preventiva dele - afirmou o promotor MARCELO PIRES. O "advogado" DAL AGNOL é amicíssimo de famosos políticos do PMDB do Rio Grande do Sul. Sua ligação com o partido é antiga e próspera...



Os promotores e a POLÍCIA FEDERAL acreditam ter desmontado uma MÁQUINA CRIMINOSA responsável por um golpe dado em mais de 30 mil pessoas e que poder chegar à casa dos R$ 300 milhões. O escritório de advocacia de DAL AGNOL é acusado de se apropriar de maneira ilegal do dinheiro de ações ganhas pelos clientes contra a empresa de telefonia Brasil Telecom (atual OI)


Cezar Schirmer (PMDB) - atual prefeito de Santa Maria e seu amigo Dal Agnol...

DAL AGNOL é muito amigo do ex-governador ANTONIO BRITO e do ex-presidente da extinta CRT, CRISTIANO TATSCH (hoje ocupando o cargo de Secretário Municipal de Urbanismo de Porto Alegre). CRISTIANO é aquele moço que esteve envolvido nas roubalheiras da CPI DO BENESTADO. O CRISTIANO também frequentava "aquela" casa no Bairro Ipanema - Zona Sul de Porto Alegre - Casa onde eram realizadas festas coloridas e vibrantes!!!




O imbróglio das ações da antiga CRT (Companhia Riograndense de Telecomunicações), que levou o advogado DAL AGNOL, em apenas 12 anos, construir um IMPÉRIO ruído no ano passado pela OPERAÇÃO CARMELINA que reuniu as principais forças do Estado, Polícia Federal, MP, MPF e Judiciário, teve início 20 anos atrás. Diferente das facilidades atuais que possibilitam ir a uma loja ou apenas ligar para uma operadora e adquirir um telefone, o Estado detinha o monopólio da telefonia, inscrevia o interessado que entrava numa lista de espera de cerca de três ou quatro anos, mesmo pagando em torno de U$ 2 mil (dólares) por uma linha. Com esse investimento, o proprietário da linha tornava-se acionista da CRT e passava a ser dono de lotes de ações, que o escritório de DAL AGNOL especializou-se na cobrança. A lista de acionistas foi vendida logo após a privatização no "governo" ANTONIO BRITO, por ex-funcionários da CRT a advogados ao custo de até R$ 60 mil. Foram raros os advogados que acreditaram nesse nicho de mercado (só aqueles que tinham informação privilegiada. E DAL AGNOL tinha...) e compraram a lista, negócio antiético feito por ex-servidores ou por grandes figurões da antiga CRT... 

Este é um daqueles telefones que custavam uma fortuna na época da CRT...

Um telefone era alugado por até um salário mínimo nas imobiliárias na década de 90. O proprietário, no entanto, nem sabia que era dono de ações na época da privatização. Ele teve a grata surpresa com o surgimento de corretores que se especializaram na intermediação da venda desses lotes. A correria até aos bancos era tão grande, que em Passo Fundo, esses corretores agiam como cambistas em frente a agência do BANCO ITAÚ que efetuava os pagamentos pela BRASIL TELECOM (hoje OI), empresa privada que adquiriu a companha pública (a CRT). Eles abordavam a todos, indistintamente, que chegavam no banco para ver se ia vender as ações da CRT para intermediar o negócio e ganhar comissões. Uma festa!!!


Este é o fruto da roubalheira!!!

Depois que todos venderam suas ações, tiveram mais uma agradável surpresa, os cálculos foram mal feitos na privatização e cada proprietário de linha tinha direito a mais um lote residual das ações a receber. Foi nesse momento que os escritórios de advocacia (aqueles que tinham boas informações) entraram no negócio, pois esse resíduo dependia de ação judicial, diferente do primeiro lote...

O lucro da roubalheira era fácil...

Em regra, as ações mais rentáveis foram dos telefones adquiridos em 1993 e 1994. A privatização ocorreu em 1988. Somente em 2003 começou a pingar os primeiros recursos das ações no escritório de DAL AGNOL. Os processos ajuizados até 2007 eram geralmente bem sucedidos. Seguia o rito das três instâncias judiciárias e vinha do Superior Tribunal de Justiça com o alvará de pagamento. Tirando as fraudes denunciadas na OPERAÇÃO CARMELINA, no "escritório" de DAL AGNOL teve cliente contemplado com mais de R$ 150 mil como teve cliente que ganhou R$ 5,00. 

O resultado da roubalheira:





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