terça-feira, 27 de janeiro de 2015

NINGUÉM VAI MANCHAR A HONRA DE UM DOS MAIORES EMPRESÁRIOS DA AMÉRICA DO SUL: JORGE GERDAU



Jorge Gerdau tornou-se um dos mais proeminentes empresários da cena empresarial brasileira e da América do Sul. Trata-se de um daqueles personagens que pulverizam rótulos ideológicos. Jorge Gerdau sempre foi tachado pelas esquerdas de um "capitalista de direita" - para se dizer o mínimo. Assim como tantos outros empresários, cometeu o "pecado" - neste caso, as aspas são mais que fundamentais - de expandir seu império durante os anos de governo militar, como, se por acaso, o Grupo Gerdau não estivesse fadado a crescer em qualquer regime dominante. Em 2006 Jorge Gerdau deixou a presidência do Grupo Gerdau. Passou o comando para o filho André Gerdau Johanpetter e foi se aninhar no Conselho de Administração do grupo. À época, muitos atribuíram sua decisão a um possível convite para assumir um ministério. Ser ministro nunca foi o objetivo do maior empresário gaúcho.

Bisneto de João Gerdau, fundador do grupo, Jorge Gerdau assumiu a presidência da siderúrgica em 1983, aos 47 anos. No entanto, sua ascendência no grupo e no próprio cenário empresarial brasileiro precederam a nomenclatura do cargo. Ainda na década de 1960, foi um dos artífices da expansão do grupo, primeiramente com a compra da Fábrica de Arames São Judas. Nos anos seguintes, conduziu a incorporação da Siderúrgica Açonorte e da Companhia Siderúrgica da Guanabara.

A gestão do empresário se caracterizava pela agressiva política de aquisições. Já na década de 60, o empresário vislumbrava a necessidade de o grupo se firmar como um dos grandes consolidadores de um setor pulverizado e com forte presença do Estado. Se, nos anos 60 e 70, Jorge Gerdau pôs-se a vasculhar o mercado em busca de ativos, a partir da década de 80 soube se valor do ciclo de privatizações. Em 1988, cinco anos após ser alçado à presidência, Jorge Gerdau venceu seu primeiro leilão, o da Usina Barão de Cocais, em Minas Gerais. No ano seguinte, arremataria a baiana Usiba. Seria um aquecimento para a principal aquisição do Grupo Gerdau. Em 1997, o grupo participou do leilão de desestatização da Açominas, ficando com uma participação minoritária da empresa. Quatro anos depois de uma tumultuada relação com os demais acionistas, entre elas a asiática Natstell, a o Grupo Gerdau assumiu o controle da siderúrgica mineira.   

O empresário foi também o responsável por transformar a siderúrgica em um grupo transnacional. O Grupo Gerdau tirou seu passaporte em 1980, quando comprou a Laisa, do Uruguai. No entanto, o grande salto viria no fim da década de 1990, com a incorporação da Ameristeel, com a qual a companhia herdou uma importante base industrial nos Estados Unidos. Além dos Brasil e dos Estados Unidos, a empresa opera em outros 11 estados. O Grupo Gerdau que existe foi esculpida pelo trabalho, capacidade e visão empresarial de Jorge Gerdau. Ninguém vai tirar essa proeza do grande empresário gaúcho e brasileiro. 

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