sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

NA CONTABILIDADE DA PROPINA JOÃO VACCARI NETO (TESOUREIRO DO PT) ERA CHAMADO DE "MOCHILA"

João Vaccari Neto e sua "mochila"...

O ex-gerente de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco - primeiro integrante do esquema do PT no escândalo de corrupção da Petrobras a fechar acordo de delação premiada com a Operação Lava-Jato - entregou à Justiça registro da contabilidade de US$ 4,5 milhões de propina do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

"João Vaccari Neto é identificado pela sigla 'Moch', que significa mochila", afirmou Pedro Barusco, ao depor na Polícia Federal, no dia 20 de novembro de 2014. Segundo o delator, a sigla foi criada porque "quase sempre presenciava João Vaccari usando mochila". No dia 05/02, quando foi alvo da nona fase da Lava-Jato - Operação My Way -, o tesoureiro do PT estava com a mochila. Nela, policiais federais encontraram apenas um caderno, em branco, e uma agenda pequena com poucas anotações. 

Metódico, o delator impressionou os investigadores por sua disciplina e organização. Braço direito do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque - principal canal do PT, via Vaccari, no esquema de corrupção - ele lançava em seu computador dados relativos a cada contrato, incluindo datas, valores dos negócios e quanto cabia a cada beneficiários da máquina de propinas.

Na mesma planilha de contabilidade estão registrados valores de Renato Duque - indicado ao cargo pelo ex-ministro José Dirceu. A sigla para o ex-diretor era "MW" - referência à My Way, música de Frank Sinatra usada por ele para trator do ex-chefe.

PT levava 1% ou 2%

Pedro Barusco operava a contabilidade da propina na diretoria, segundo confessou. Por meio da área de Serviços, o PT arrecadava de 1% a 2% de propina em contratos das demais diretorias da Petrobras, por ser ela quem passou a concentrar as contratações e fiscalizações de obras a partir de 2003. 

O valor de Vaccari (tesoureiro do PT) dos US$ 4,5 milhões entrou para a contabilidade de Pedro Barusco, à partir de 2013, segundo ele diz, quando passou a registrar os valores arrecadados com estaleiros em contratos de navios-sonda. A quantia do tesoureiro do PT seria de pagamento do Keppel Fels, de Singapura. 

Segundo registros da Polícia Federal, quando Pedro Barusco começou a "contabilizar o pagamento de propinas referentes a Keppel Fels, verificou que João Vaccari Neto (tesoureiro do PT) já havia recebido até aquela data" o valor de US$ 4.523.000.

Pedro Barusco afirmou ainda que a propina paga entre 2003 a 2013 a "João Vaccari Neto (tesoureiro do PT) foi adiantada pelo Keppel Fels, pois até tal data (março de 2013) o faturamento não havia sido atingido pelo estaleiro". 

É SÓ LADRÃO DE COLARINHO BRANCO USANDO MOCHILA!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário