terça-feira, 17 de março de 2015

Investigação da Operação Lava-Jato reflete na administração de novas arenas. Salas da Arena do Grêmio foram utilizadas para pagamento de propina...



Envolvida em escândalo de lavagem de dinheiro e desvio de recursos da Petrobras, a OAS encontra dificuldades para gerir estádios recém-construídos.

As manifestações que levaram milhões de brasileiros às ruas no último final de semana tiveram como um dos motivadores os seguidos casos de corrupção envolvendo a Petrobras. E os desdobramentos da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que completou um ano nesta terça (17/03), respingaram até mesmo no futebol, especificamente nos estádios construídos ou reformados para a Copa de 2014.

As investigações da PF e MPF influenciaram diretamente as construtoras e empresas que administram esses novos palcos do futebol.

Uma das companhias na mira da PF e do MPF é a OAS, que, por meio do braço OAS ARENAS, administra dois estádios da Copa 2014 - Arena das Dunas e Fonte Nova - além da Arena do Grêmio, inaugurada em 2012. Por se ver envolvida no escândalo, a empresa encontra dificuldades para geri-las. 

Ex-funcionários da OAS consultados disseram que houve uma diminuição drástica, para cerca de um terço, de efetivo nos escritórios da OAS ARENAS. Os reflexos imediatos seriam na perda de qualidade da prestação de serviços e até em contratempos para encontrar novos donos para as arenas. 

A situação mais complexa, no entanto, é a do novo estádio do clube gaúcho (Grêmio). Informações reveladas no mês passado pela 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná demonstram que salas da ARENA DO GRÊMIO foram utilizadas para pagamento de propina. Segundo o doleiro Alberto Youssef, representantes da OAS receberam dinheiro de caixa dois no local

O estádio se encontra hoje em processo de venda para o Tricolor, mas muitos problemas atrapalham a negociação. Além de alguns responsáveis da OAS terem sido presos pela PF, o clube gaúcho não tem a segurança de que vai receber o patrimônio, pois diversos ativos da empresas podem ser bloqueados na Justiça para pagamento de dívidas. Nem a redução do valor para quase metade dos cerca de R$ 360 milhões, inicialmente pedidos,  concluíram o negócio. 

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