quarta-feira, 4 de março de 2015

Recado de Eduardo Cunha: "Espero que não seja investigação de natureza política"


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deu entrevista comentando o fato de constar na lista do procurador-geral da República entregue ao STF

Assim como o presidente do Senado, Renan Calheiros, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, teve seu nome apontado como um dos 54 alvos de inquéritos, cuja abertura foi pedida nesta terça (03/03), pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O Peemedebista disse que ora que a notícia é "especulação" e que uma eventual investigação "não causa nenhum problema". "Que seja investigado tudo aquilo que se propões a investigar. Mas espero que não sejam investigações de natureza política" rebateu Eduardo Cunha, em recente entrevista, negando ter recebido qualquer informação sobre o caso. 

O senhor foi avisado de que seu nome consta da lista de Janot?
Não recebi qualquer informação de quem quer que seja. E não comento especulação. Só desminto a notícia que está publicada. Se existe, desconheço. Até agora o impacto na Câmara é nenhum. Só há expectativa ou bochicho. Por enquanto isso (a especulação sobre a lista) não causa nenhum problema.

E se o senhor for investigado?

Não vejo nenhum problema. Ninguém está imune a nenhuma investigação. Que seja investigado tudo aquilo que se propõem a investigar. Mas espero que não sejam investigações de natureza política. Efetivamente já sofri nesse processo, em alguns momentos, até na disputa à presidência da Câmara, momentos constrangedores de alopragem, com divulgações de fatos inverídicos. Estou absolutamente tranquilo. Não tenho a temer qualquer tipo de investigação. E também não aceito que uma medida se torne verdade, como essa comunicação falsa que circulou.

O que circulou é que o senhor e o presidente do Senado, Renan Calheiros, foram alertados pelo vice-presidente Michel Temer.
Não seria o vice-presidente que teria de me comunicar um assunto dessa natureza. O vice-presidente não é assistente do presidente da Câmara para receber e passar informação. Seria diminuir o papel do vice-presidente da República no nosso País. Só posso rir disso. É uma piada.

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