quinta-feira, 19 de março de 2015

"Vamos ter um escândalo de corrupção ainda maior do que o da Petrobras. E será no BNDES", palavras do procurador da República Helio Telho Corrêa Filho



O procurador da República Helio Telho Corrêa Filho tem repetido: o escândalo da Petrobras que este ainda não é o maior escândalo que vamos ter. Ainda vamos ter um escândalo maior do que esse. E disse até qual: será no BNDES. Por que sabe disso: Estou fazendo investigações, ouvindo escutas telefônicas?? Não. Mas é que as coisas são óbvias demais. A corrupção floresce em ambientes onde há muito dinheiro, nenhum controle, muito sigilo e impunidade total. O BNDES está alavancando com mais de R$ 500 bilhões do Tesoureiro Nacional, fazendo empréstimos a juros subsidiados. Mas não sabemos para quem, quanto foi para cada um e nem quais são as garantias. Por quê?? Porque alegam sigilo bancário e, assim, nós não podemos ter acesso. Ou seja, a CGU (Controladoria-Geral da União) não fiscaliza, o TCU (Tribunal de Contas da União) não consegue fiscalizar, O MPF não tem acesso. Ninguém tem acesso. É claro que esse dinheiro está sendo desviado. É claro que isso é uma cultura para a corrupção. Tudo isso é muito óbvio. Quando conseguirmos abrir a caixa preta do BNDES, a "petropina" vai parecer troco de pinga. Se na "petropina" tinha obra em torno de R$ 70 bilhões em contratos, no BNDESR$ 500 bilhões, sete vezes mais. Só que na Petrobras havia o TCU investigando e denunciando fraudes e superfaturamentos, há muito tempo. Mas no BNDES nós não temos nada, não sabemos nada.

O dinheiro, por exemplo, para financiar obras no exterior, por exemplo, em Cuba, chega lá depositado, por exemplo, em um banco do país. E quem está tocando essa obra é a ODEBRECHT, que foi considerada pela Transparência Internacional a empresa privada de menor transparência entre as grandes, sem qualquer estrutura interna de combate à corrupção. Esse dinheiro do BNDES, então, vai para um banco cubano e é movimento sem controle nenhum. Como saberemos o que foi feito com esse dinheiro, como poderemos rastreá-lo?? Então, o que vemos é como se tivessem arando o terrenos fértil, colocando adubo e semeando corrupção. Será que ela vai nascer?? É evidente que vai!!

A entrevista do procurador da República foi publicada na edição 2058 do Jornal Opção, da cidade de Goiânia

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