segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O conceituado desembargador Difini e sua exclusiva entrevista para o CEJUS



Em meio a uma sobrecarga de trabalho, normal as vésperas de sua posse, o desembargador Luiz Felipe Silveira Difini deu com exclusividade uma entrevista para o CEJUS. "O CEJUS é um organismo muito importante com o qual queremos ter um estreito diálogo", afirmou Difini, que a partir do dia 3 de fevereiro comandará o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

O desembargador Difini pontuou que "prioritariamente temos a defesa da independência e da autonomia, inclusive orçamentária do Poder Judiciário. Não são questões corporativas ou do interesse dos magistrados e servidores do Judiciário. São imperativos do Estado Democrático de Direito. Autonomia implica também que se respeite o autogoverno e a gestão independente do Poder Judiciário".

"Segue-se a valorização de nossos magistrados e servidores, que são o maior capital humano, o acervo mais precioso que temos. A formação e aperfeiçoamento de magistrados e servidores será outro vetor administrativo, dando condições ao efetivo funcionamento e consolidação do recém criado CENTRO DE FORMAÇÃO JUDICIÁRIA. Inclui-se neste processo, a melhoria das condições de trabalho e de vida, pois são fundamentais para o bom andamento de nossos serviços e desempenho das funções institucionais do Poder Judiciário".

O desembargador Difini desperta a atenção pela objetividade e agudeza das manifestações. Perguntado sobre como observa a opinião pública declarou que: "a opinião pública, hoje, tem uma impressão negativa com o estado brasileiro como um todo, devido as dificuldades que o estado brasileiro tem passado e que se reflete nas situações políticas e econômicas em que o país vive. Isso de alguma forma atinge também o Poder Judiciário. Mas creio que se a opinião pública estiver devidamente esclarecida, e em alguns casos ela não tem sido devidamente esclarecida, ela vai perceber que todos esses organismos, seja o Judiciário, seja o Executivo, seja o Legislativo são indispensáveis para um Estado de Direito. Podemos reclamar que nossa Justiça é lenta, mas pior se nós não tivéssemos a garantia do processo. Podemos dizer que o nosso Legislativo é ineficiente e apresenta casos de corrupção, pior se não tivéssemos um Legislativo, mas sim um regime de força como já vivemos. Mas na medida que a opinião pública seja esclarecida, ela verá que esses órgãos são indispensáveis, até com as suas deficiências que nos mostram o que nós precisamos aprimorar. O Judiciário não tem verbas de publicidade, mas nós procuraremos com meios à nossa disposição, inclusive o nosso site é bastante acessado, esclarecer a opinião pública sobre o que nós estamos fazendo, e quando falamos, no momento em que estivermos oportunidade de nos expressarmos publicamente, fazer esses esclarecimentos", afirmou Difini.

A presidente do CEJUS Maria Beatriz Rodrigues Machado manifesta agradecimentos ao desembargador Luiz Felipe Silveira Difini pela mensagem transmitida aos Associados e servidores em geral do Judiciário do Rio Grande do Sul.

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