quarta-feira, 15 de março de 2017

ERRO MÉDICO??? RECEBEMOS POR EMAIL ESSA TRISTE HISTÓRIA...



Meu nome é Kleber Diego Nogueira, sou Psicólogo Clínico desde 1979, sou Belo Horizontino, cidade onde tenho residência e domicílio. Eu era casado por quarenta anos com Geralda Eloisa Gonçalves NogueiraPsicóloga Clínica, Mestra em Psicologia Social (Suicídio entre PMs), ingressou como oficial Psicóloga nos quadros da Polícia Militar de Minas Gerais, entrando para a reserva como Coronel PM Psicóloga.


Nas vésperas do natal de 2015, mais precisamente em 14 de dezembro Eloisa sentiu um desconforto do lado esquerdo do peito. Foi ao Hospital Militar que, não conseguindo realizar o diagnóstico, encaminhou ao Hospital Madre Tereza em Belo Horizonte ,chegando lá por volta das 18:30 horas. Como era tarde e o médico Hemodinamicista que deveria atender já havia deixado o HMT, foi sugerido que ela ficasse internada na Unidade de Terapia Intensiva Coronariana, onde seria monitorada.

O dia seguinte por volta de 10:00 da manhã apareceu o dito especialista Dr. Roberto Crepaldi. Após breve conversa o referido médico sugeriu a realização de procedimento de cateterismo no mesmo dia, por volta das 12:00 horas e retorno para a residência em 24 horas. Também que eu só poderia ter acesso a ela quando da abertura para visitas às 16:00 horas na UCO.

16:00 :Ao vê-la saltou aos meus olhos que ela não estava nada bem. Chamei as enfermeiras que informaram que se tratava de um distúrbio Vaso Vagal e que logo passaria. Por minha experiência argumentei que Eloisa  estava com hemorragia interna. Riram de mim, pedi para falar com o Dr. Roberto Crepaldi e fui informado que ele já havia deixado o HMT, mas havia um médico de plantão. Eu o procurei e lhe pedi ajuda. Ele continuou a refirmar o diagnóstico feito por toda a equipe de distúrbio vaso vagal. Argumentei com ele sem sucesso. Aí chegaram algumas pessoas que me pareciam os ditos médicos hemodinamicistas. Eu reafirmava meu ponto de vista e eles o deles. Por fim eles me disseram que fariam um exame para ver se havia ocorrência de hemorragia. Porém, foram embora, o tempo passava, Eloisa piorava. Saí desesperado da UCO em busca de auxílio. Um segurança me deu a dica para ir ao UTI Geral. Assim o fiz e, na primeira oportunidade abordei um cirurgião que entrava, ele me disse que era de outra unidade e que ele cuidava da UTI Geral. Saí desacorçoado, vi uma irmã de Caridade, Irmã Sabrina, ajoelhei aos seus pés, expliquei o que estava acontecendo e lhe pedi ajuda. Com efeito ela entrou na UCO, e eu ficando do lado de fora, fiquei mais desconfiado ainda. Consegui penetrar nas dependências da UCO de forma despercebida e a tempo de ver uma equipe de cirurgiões operando Eloisa no box 9, o sangue esguichava, falavam em "pegar o ponto". O cirurgião chefe ao me ver ordenou que eu saísse dali (era o mesmo que eu havia abordado antes), outro médico me acompanhou, me comunicou que ela seria levada ao Bloco Cirúrgico, que eu fosse para casa, descansasse que eles entrariam em contato comigo. Fique zanzando pelo Hospital. Voltei à UCO, como da primeira vez, como não havia ninguém decidi explorar as salas fechadas. As portas abriram e centenas de caixas de Stents e equipamentos para hemodinâmica estocados, pilhas, não pude fotografar pois os seguranças armados de lá me retiraram.

Mais tarde os médicos entraram em contato comigo e pude ver Eloisa. Estava sedada, monitorada,entubada, com respiração assistida, disseram que havia realmente uma perfuração da artéria mas, que tudo estava bem. Dormi no meu carro e pela manhã entrei novamente na UCO, o estado dela havia piorado, constatei que ela continuava com hemorragia interna e nenhuma providência foi tomada. Minto, tomaram providências sim, chamaram a segurança armada para me tirar de lá.

Procurei o Diretor Clínico do Hospital, encontrei uma sala apinhada de material de almoxarifado. Fui a outro Diretor,o Técnico que se encontrava em uma reunião Institucional, interrompi a reunião e lhe narrei o meu drama. Resultado Eloisa de novo para o bloco cirúrgico, por volta das 11:00 fui informado de que, realmente havia nova perfuração "numa veinha" que eles não haviam percebido. Eloisa ficou internada até as primeiras horas de sábado daquela semana quando o quadro evoluiu para o óbito. Revoltado procurei todas as instâncias e sempre obtive respostas cifradas de que não daria em nada. O processo se arrasta nas investigações, ainda não fui chamado a depor (argumentam que sou parte interessada), existe uma solicitação para que os médicos do Instituto Médico Legal opinassem sobre o caso, isso já fazem nove meses.

O HMT é administrado pelas pequenas irmãs missionárias, sob a responsabilidade da Cúria Metropolitana, emitiu duas palavras através da Irmã Sabrina "sinto muito". Percebi que o HMT funciona dividido em feudos que não se comunicam, ou mesmo se suportam. Ficou claro para mim que ali é uma máquina a serviço de alguns. Os Hemodinamicistas não sabem o que fazer diante das ocorrências complexas ou mesmo das básicas e corriqueiras, só torcem ou se omitem, se escondendo sob o manto de um suposto saber inexistente e injustificável, me pareceram açodados, irresponsáveis e negligentes para com o ser humano, não merecendo esse título de "Dr.".

Os exames revelaram que o coração da Eloisa era saudável igual ao da mãe dela que continua viva e trabalhando com 84 anos de idade.
O que fazer????????

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