sábado, 22 de abril de 2017

O DR. EDMOND BARRAS É UM DOS MELHORES E MAIS ILIBADOS CIRURGIÕES DE COLUNA DO BRASIL!!!


A importância de ter a segunda opinião médica
A estimativa é que cada US$ 1 gasto com nova avaliação, há economia de US$ 3 em tratamento

Já há algum tempo venho defendendo a necessidade de uma segunda opinião em indicações cirúrgicas de coluna vertebral pois é sabido que 60% das cirurgias são desnecessárias.

As operadoras do setor de saúde lançam mão de médicos auditores para contra-indicar ou modificar indicações cirúrgicas. Esse método é falho pois o auditor nem sempre é especialista na área e a sua opinião se baseia apenas em relatórios de exames não tendo nenhum contato com o paciente ou com o seu médico.

Um fato preocupante surgiu recentemente: empresas estrangeiras que fornecem uma segunda opinião baseada em dados fornecidos via internet, analisados por médicos no exterior. Seguradoras americanas admitem que para cada dólar gasto com a segunda opinião economizam três em tratamentos. Quando a segunda opinião é solicitada pelo paciente por não estar convencido do diagnóstico ou tratamento, é ético. Porém quando é uma imposição da fonte pagadora a questão da ética é controversa. Pelo menos a consulta com o segundo médico é presencial, imprescindível para a relação médico-paciente. Havendo concordância na indicação, ótimo. E se não houver? Qual é a opinião correta? Qual dos médicos assumirá o tratamento? Ouve-se uma terceira opinião? No caso das empresas que fornecem opinião “on line” é mais grave. A segunda opinião se baseia também em exames de imagem e em relatórios nem sempre completos. Sem citar que o marketing dessas empresas afirma que os seus médicos são importantes especialistas sugerindo superioridade em relação ao médico original.

A consulta médica envolve avaliação da saúde pregressa do paciente, da sua queixa atual, exame físico para detectar sinais e por fim a análise de exames complementares. A conduta não pode se basear apenas nesse último item. Isto sem levar em conta um fator que só se consegue avaliar na conversa “olho no olho”: as implicações psicológicas que acompanham o paciente angustiado pela sua doença.

E como ele fica no meio dessa tempestade de dúvidas quando só recebe respostas monossilábicas de um atendente que se resumem a um sim ou um não?

A segunda opinião é de responsabilidade suprema e deve ser dada por um colegiado. Há tempos eu preconizo a necessidade da formação de colegiados de especialistas nos hospitais, que de acordo com diretrizes internacionais baseadas em evidências médicas, dentro de um consenso, formulem a melhor indicação para cada caso. Esta seria a melhor solução para o médico, para o hospital, para a fonte pagadora, mas principalmente para o paciente, para quem o prejuízo não é somente econômico mas físico e moral.

Edmond Barras, cirurgião de coluna na Beneficência Portuguesa de SP

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