segunda-feira, 8 de maio de 2017

Máfia das Próteses - Investigação no Banco de Ossos do Hospital das Clínicas de Curitiba pede devolução de 14 milhões


Apuração aponta que tecidos doados e captados pela unidade eram repassados para clientes particulares; empresa do diretor do banco de ossos foi subcontratada para emitir laudos.

Fechada há mais de 5 meses, o Banco de Tecidos Musculoesqueléticos (BTME) - conhecido como Banco de Ossos - do Hospital de Clínicas (HC) da UFPR (Universidade Federal do Paraná), está no epicentro de uma investigação que pede o ressarcimento de R$ 14 milhões aos cofres públicos. O valor se refere aos recursos movimentados por uma entidade privada que geriu o banco entre 2007 e 2013. A apuração aponta que tecidos doados e captados pela unidade eram repassados para clientes particulares - inclusive com sobrepreço - e que a empresa do diretor do banco, que também é médico do HC, foi subcontratada para emitir laudos.

Conduzidas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), as investigações já se tornaram uma tomada especial de contas - espécie de processo administrativo deste órgão, com objetivo de apurar responsabilidades em relação a desvios efetuados e efetivar o ressarcimento aos cofres públicos.

A auditoria detectou que os tecidos eram fornecidos às clínicas particulares com sobrepreço. Segundo o relatório do TCU, os valores cobrados pelo Banco de Ossos dos clientes privados "superaram a marca de 1000% os valores ressarcidos pelo SUS. Mesmo que os preços pagos pelo SUS estivessem defasados, os auditores do TCU apontaram não haver motivos para a discrepância. Uma vez que o Banco de Ossos se utilizava das instalações do Hospital de Clínicas (estrutura, água, energia elétrica, etc).

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