terça-feira, 9 de maio de 2017

Operação Cálice de Hígia: Juiz ordena quebra de sigilo de farmacêntica


A PF dá conta de que mais de R$ 1 bilhão teriam sido obtidos nos últimos 6 anos "em benefício do laboratório".

O juiz da 10ª Vara Federal de Brasília Ricardo Augusto Soares Leite decretou a quebra de sigilo e busca e apreensão na empresa farmacêutica Alexion e da Associação dos Familiares de Portadores de Doenças Graves (Afag), nesta segunda (8). De acordo com a decisão, a PF dá conta de que mais de R$ 1 bilhão teriam sido obtidos nos últimos 6 anos "em benefício do laboratório" em esquema de obtenção de liminares para aquisição de medicamentos de alto custo.


Em seu site, a ALEXION propaga que "é uma empresa biofarmacêutica global, focada no desenvolvimento e criação de terapias transformadores para pacientes com doenças graves e raras".

De acordo com o juiz federal, a PF expôs na operação a "existência de esquema criminoso envolvendo o ajuizamento de ações, com o propósito de obtenção de medicamentos de ALTO CUSTO, em benefício de laboratório específico, carregando vários indícios destes fatos".

"A situação descrita nos autos é bastante grave por tratar de diagnósticos equivocados de paciente; indução do Poder Judiciário a erro e, consequentemente, obtendo liminares em altos valores para aquisição de medicamentos. As cifras chegam a mais de R$ 1 bilhão de reais em 6 anos" anotou o magistrado.

A PF destaca que MÉDICOS, empresas farmacêuticas e a entidade teriam feito parte de esquema para induzir a Justiça em erros e obter decisões favoráveis à obtenção dos medicamentos.

"Também o fato de se ajuizar demandas no Distrito Federal e a desistência após o deferimento de perícias causa estranheza, além do relatório da AGU ter apontado que o medicamento não se destina à cura de doenças e nem tem função de evitar desfecho letal", afirma o magistrado.

O Blog IMPRENSALIVRERS sabe que não é só no Distrito Federal que ocorre tais "procedimentos". No Rio, em São Paulo, no Rio Grande do Sul, ocorrem fatos semelhantes.

Tem gente que ocupou importante cargo no Ministério da Saúde que está envolvido até o pescoço no esquema...

É pessoa ligadíssima do PMDB do Rio de Janeiro. É pessoa do Cunha, do Cabral, do Pezão, da Família Picciani... Pessoa que tinha muita ligação com os laboratórios multinacionais...

1 bilhão só num laboratório?  Podem multiplicar por 20  vezes o roubo, se investigarem outros laboratórios famosos e protegidos por conhecidos políticos (que estão na Lava Jato).

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