quinta-feira, 27 de julho de 2017

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PEDE PRISÃO EM REGIME FECHADO DO EX-MIDAS DO CARNAVAL DE PORTO ALEGRE



O MPF pediu a prisão em regime fechado para Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT, em ação que o investiga POR RECEBER PROPINA em obras do CENPES - Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Melo (pertencente  a Petrobras). O ex-Midas do Carnaval de Porto Alegre chegou a ser preso em junho de 2016, sendo liberado em fevereiro deste ano para responder ao processo em liberdade. Ferreira é o terceiro ex-tesoureiro do PT investigado  pela Operação Lava Jato; os outros foram João Vaccari Neto e Delúbio Soares.

"Requer-se seja determinado o regime fechado como o regime inicial de cumprimento de pena", pediu o MPF nas alegações finais  do processo. "Paulo Ferreira recebeu, assim como solicitou,valores indevidos de integrantes  do Consórcio Novo  Cenpes em virtude do respectivo contrato firmado pela diretoria de Serviços da Petrobras e o Consórcio", acrescentou.

Segundo a denúncia contra o ex-Midas do Carnaval de Porto Alegre, o Consórcio Novo Cenpes (formado por OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Sachin Engenharia e Construcap  CCPS Engenharia) pagou R$ 20 milhões, entre 2007 e 2012 em PROPINA para conseguir contrato  com a Petrobras para a construção do CENPES, da petrolífera, no Rio de Janeiro. O valor do contrato, que foi previsto em R$ 850 milhões, superou R$ 1 bilhão.

Preso na Operação Abismo, uma das fases da Operação Lava Jato, Ferreira obteve ordem de soltura deferida pelo juiz Sergio Moro em fevereiro deste ano. Moro determinou a soltura após pagamento de fiança de R$ 1 milhão, valor reduzido a R$ 200 mil após pedido dos advogados do poderoso ex-tesoureiro do PT. Ferreira foi tesoureiro nacional  do PT entre outubro de 2005 e fevereiro de 2010 (indicado por José Dirceu), sucedido por João Vaccari no cargo. 

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